O Corinthians de Cristóvão Borges troca mais passes, finaliza mais, levanta mais bolas na àrea. Mas tem encontrado dificuldades para fazer gols. Depois do empate por 1-1 com o Figueirense, ontem, em Itaquera, o Timão mostrou mais uma vez que, aos poucos, vai perdendo aquela organização típica dos tempos de Tite. Principalmente na defesa. Volume de jogo não falta,
Contra o Figueira, o Corinthians teve 67% da posse de bola, 17 finalizações, oito chances reais de gol, 23 bolas levantadas na àrea. O goleiro Thiago Rodrigues foi o principal nome em campo, com defesas difíceis que salvaram o Figueirense. Até aí, tudo certo. O problema tem sido na defesa. Ela ainda é a melhor do Brasileirão, com 12 gols sofridos, mas vem falhando mais do que o normal. Ora na individualidade, ora na recomposição defensiva. O time correu muitos riscos em sua arena.
Principal preocupação de Cristóvão Borges, a posse de bola tem sido maior a cada jogo. O Corinthians terminou o primeiro tempo com impressionantes 71% de posse de bola, contra 29% do Figueira, oito finalizações. Faltou o ajuste fino na hora de concluir as jogadas. Um problema que pertuba a equipe e irrita a torcida.
Com André, o Corinthians vai precisar de tempo para se adaptar a uma referência no setor ofensivo. Em vez de um atacante mais móvel, que sai da àrea, casos de Luciano e até Danilo, o novo titular alvinegro joga fixo. Quando volta, é para fazer a "parede", de costas para o gol, receber a bola e tocá-la de volta.
André tentou cumprir à risca essa função, mas ficou longe demais do gol e reduziu o volume ofensivo do Corinthians. Quando o Timão conseguiu se infiltrar, o tempo de inatividade pesou. Uendel cruzou para ele, sem goleiro, cabecear em cima de Pará. O centroavante não deu a direção certa à bola.
O segundo tempo começou justamente com a troca de posição de Marquinhos Gabriel, ponto chave para ser notado se o técnico quiser sucesso no ataque. Mais acostumado àquela faixa do campo, ele participou das ações ofensivas e deixou os companheiros na cara do gol. Um passe de calcanhar para Léo Príncipe, por exemplo, quebrou a zaga do Figueira e deixou o lateral livre para encontrar Romero na àrea. O paraguaio perdeu a chance.
A falta de padrão se escancarou após o gol. Cristóvão fez substituições questionáveis, tirando Rodriguinho e Giovanni Augusto para as entradas de Elias e Danilo.
Só aos 37 minutos é que Guilherme, talvez o jogador mais técnico do elenco, saiu do banco. Segundo depois, Danilo foi à area e, de cabeça, empatou
Local do Jogo: Arena Corinthians - Itaquera (São Paulo)
Público: 38.769
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