Marlone alcança início da fila e merece ser novo titular do Corinthians

Corinthians mantém sua invencibilidade na Arena de 33 jogos (26 vitórias e 7 empates). Última derrota há quase 1 ano. Em 77 jogos, venceu 57. Vamos ao jogo:

Com Guilherme, Cristóvão iniciou o jogo com o sexto centroavante diferente do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Com o camisa 10, o time perdeu presença de área, mas ganhou qualidade e poder de finalização. Talvez esta seja a formação mais técnica que Cristóvão tenha à disposição no momento, Rodriguinho também foi titular, na vaga de Giovanni Augusto.

Montado em um 4-2-3-1, depois em um 4-1-4-1, o Corinthians teve Elias e Rodriguinho como principais amadores. E Guilherme voltando muito para participar do jogo, dar passes em profundidade e abrir espaços na área adversária para as infiltrações dos meias.

A qualidade melhorou, e prova disso foi a ótima jogada que começou e terminou com Fagner, aos 14 minutos. A bola passa por Guilherme, Rodriguinho e Romero até voltar ao lateral

As falhas têm sido as mesmas: nas finalizações. O Corinthians mais uma vez teve volume de jogo, maior posse de bola no primeiro tempo (56%, contra 44% do Vitória), e mais chutes a gol. Das oito tentativas, porém, apenas três levaram algum perigo ao goleiro Fernando Miguel. 

A estratégia foi atrair o rival e aproveitar contra-ataques. Assim as chances apareceram, os laterais também se mostraram mais ofensivos, inclusive Fagner, que foi convocado pra Seleção Brasileira. 

Assim nasceu o inesperado gol contra de Yago, com os dois laterais muito avançados, Marinho teve a oportunidade de cruzamento que Yago desviou forte pra dentro das redes, mas só que as redes erradas. O Vitória aproveitou a defesa desarrumada e armou um contra-ataque. 

A defesa mais adiantada que Cristóvão gosta de posicionar fica sujeita a esse tipo de situação. É possível jogar assim, claro, mas é preciso ter cuidado na cobertura. Corinthians tem 12 gols sofridos em 12 jogos sob o comando do treinador.

Cristóvão tinha tentado variações durante o primeiro tempo. Numa delas, inverteu Romero e Marquinhos Gabriel, mandando este último para o lado direito (onde rende mais). Pela esquerda, Romero continuou perdendo no um contra um e produzindo pouco. Foi naquela faixa que entrou Marlone, com liberdade para partir para cima dos marcadores.

Mais confiante, o meia atacante superou o concorrente (Romero) logo nesse quesito (o um contra um). Em um de seus primeiros lances, avançou pela esquerda, deu um corte em Diogo Mateus e acertou um chutaço colocado no canto direito de Fernando Miguel, empatando a partida em 1-1.

O gol deixou Marlone ainda mais confiante no jogo. Ele foi procurado pelos companheiros, participou, armou jogadas, inclusive o segundo gol o passe pro Uendel saiu dos pés dele. Uendel cruzou para Marquinhos Gabriel de peito, fazer o segundo do Timão. Marquinhos se infiltrou na área e aproveitou um espaço bem aberto por Guilherme. Era essa uma das funções do camisa 10 no jogo.

Há de se ressaltar também o trabalho de Rodriguinho, que se revezou entre as funções de volante, em um 4-2-3-1 do início, e meia, no 4-1-4-1 do restante do jogo. 

No fim, com um Vitória desorganizado e acoado, o Corinthians não sofreu maiores riscos. Diante de uma torcida impaciente, Cristóvão Borges tem como missão encontrar logo a formação ideal. E com certeza Marlone tem que ser titular, coisa que só o Cristóvão Borges não vê. Yago também tem que dar uma passada no banco e voltar com Pedro Henrique de titular. 

Local do Jogo: Arena Corinthians - Itaquera (SP)

Público: 20.207
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